Sim, eu tenho várias coisas para contar. Ou eu dou uma notinha de cada uma, ou escolho uma só para escrever decentemente. Mas aí as outras jamais virão para cá, já que eu não consigo mais escrever direito aqui. Então, vamos de notinhas mesmo.
O Lê comprou uma máquina de fazer pão. Agora, todos os dias tem um pão diferente e delicioso nesta casa. O esforço para não sair rolando teve que ser triplicado, mas o pão de aveia que eu estou comendo agora, 7h da manhã, enquanto escrevo aqui, vale cada caloria. E ouvir a Fê dizer para os outros “sabia que meu pai agora é padeiro?” não tem preço.
Fomos para Praia Grande/SC no feriado de Navegantes, com a Cris/Jeff/Antonio e Gabi/Urso. Estava ótimo, o lugar é lindo, pertinho de Cambará, na região dos Canyons. O Antonio e o Eduardo, como bem previsto pela Cris, se divertem até com a escada do Chalé. A Fefelita se sentiu num spa com a sua melhor amiga em forma de adulto, tia Gabi. O lugar é lindo demais, mas sabíamos que íamos lá para descansar e curtir a companhia do grupo, porque com três crianças ficava inviável fazer as trilhas propostas pela pousada. O próprio guia nos dizia “sim, tem uma bem pequena aqui perto. Mas os bebês não vão. Tudo bem, pretendemos voltar lá outras vezes, em diferentes fases dos pequenos.
O Eduardo está com um ano e meio, e eu começo a me dar conta que a gente esquece as coisas rápido demais. Todos os dias ele faz uma coisa nova e divertida e, quando alguém me pergunta se a Fernanda fazia também, eu tenho que me esforçar para lembrar, e muitas vezes não lembro. Lembro que ela era um bebê super esperto e divertido, e que eu achava ela super adiantada. Mas tudo que o Dudis faz me parece novidade, eu me surpreendo o tempo todo, nem parece que eu já vivi essa fase antes.
O menino tem a energia de três usinas. Ele anda pela casa conversando, cantando e gesticulando. Ontem, quando eu comecei este post (às 7h da manhã!) ele veio até o escritório, me tirou da cadeira e ficou me dizendo para colocar a música dele – sim, ele me fala isso e eu entendo, ok? E a música oficial do menino é “I’m yours” do Jason Mraz – Depois que eu coloquei, ele começou a dançar em cima da cadeira, fazendo careta e rindo para mim. E desse mesmo jeito ele para o que está fazendo e sai dançando assim que ouve uma música. Pode ser 7h da manhã, pode ser 10h da noite.
Mas o guri não é só sorrisos. Caso contrariado, o ataque de fúria dele é impressionante. E eu também não me lembro da Fefelita tão furiosa. Ele grita, sapateando para trás e chora altíssimo, é de assustar. Ele é muito impaciente, mas já dá para ver que ele está berrando para ganhar o que quer, porque muitas vezes ele desiste quando vê que não será atendido.
A Fefê e o Dudis já interagem completamente. O que eles mais gostam é de correr pela casa, brincado de pegar. É uma gritaria, muita gargalhada e normalmente envolve um pai entrando na brincadeira e uma mãe apavorada com os fininhos que eles tiram das quinas dos móveis. Mas eu adoro ver os dois inventando as brincadeiras sem a ajuda dos adultos. Essa semana eu os vi dando tapinhas um no outro e fui intervir, pensei que estavam brigando. Quando cheguei perto vi os dois gargalhando.
Comecei este post há cinco dias. A coisa não anda nesse blog porque a vida anda muito corrida. Agora mesmo, demorei 15 minutos para começar a escrever porque a Fefita queria participar, sentada no meu colo, perguntando tudo o que eu estava fazendo. Ou seja, o blog está desatualizado, mas os motivos são os melhores.
E no fim de semana a Fefê corria pela sala com um cavalinho de pau que ela ganhou do Raí, nosso vizinho e amigo dela. Andava com uma espada do Dudis na mão correndo com a Carol, e de repente, grita assim: “Vamos, eu vou vencer este elemigo!” É tão raro, mas tããããão raro ela falar uma coisa errada que eu acho fofinho quando acontece.
E a minha fofinha é uma criança maravilhosa. Ela adora ouvir histórias antes de dormir. Ontem a noite ela foi deitar e pediu para ver filme na Ipad na cama. Eu perguntei se ela preferia isso ou preferia que eu lesse um livrinho para ela. Ela escolheu o livrinho. E eu me lembrei que numa outra noite, enquanto ela pedia para eu contar histórias inventadas antes de dormir, eu contei uma história de uma princesa que defendia o seu irmão príncipe da bruxa malvada, e ela me disse o seguinte: “Mãe, agora conta outra história de princesa, só que sem bruxa, sem maldade, só com coisas boas?” Não pude evitar de sentir aquela coisa piegas, mas que toda a mãe sente: “como eu queria poder controlar todas as coisas que vão acontecer na tua vida, para que seja sempre só com coisas boas, sem bruxas e sem maldade.”
E o meu menino está falando tudo. Sim tudo mesmo. Qualquer palavra ou frase que a gente ensine ele repete. Não significa que todo mundo sempre entenda, nem todos tem a sensibilidade de uma mãe, é claro. A Fefê ensinou o Dudu a dizer “oh my god”. E o guri dá uma risada e repete direitinho: “Abadi!” É ou não é um poliglota?
Eu nem sei se eu já contei aqui que o pequeno sabe que tem pinto? Imagino que sim, porque ele faz isso desde que completou um ano. A gente tira a fralda e pergunta cadê o pinto, ele agarra e diz “aqui!” Agora resolveu avisar que fez cocô. Vem pra perto da gente puxando a fralda e dizendo “totô”. E a última é que ele acha que já sabe usar o vaso. Quando a gente deixa ele pelado, ele carrega a gente até o vaso, aponta e diz que quer fazer cocô (sim, ele diz e a gente entende, ok?) Aí é só sentá-lo no vaso, ele espera uns segundos em silêncio, não faz nada e diz “ponto.” E sai faceiro.
Ontem a Fefê foi participar de uma oficina de arte na Fundação Iberê Camargo. Não fui junto, mas o Lê disse que foi bem legal. E o Dudu ficou passeando pela fundação com a Renata. Ele já tinha ido lá, tem bastante lugar para correr e o lugar faz um belo eco. Ele deve ter se divertido muito.
No domingo passado fomos ao Barra Shopping, o Lê foi com a Carol e com a Fefelita para o cinema enquanto eu passeava com o Dudu. Ele andou um bom tempo no carrinho, mas quando chegamos na loja de brinquedos deixei ele passear. Correu por tudo, dirigiu o carrinho, mexeu no que interessava, mas se comportou bem, quase não tive que intervir. Aí fomos numa loja de sapatos. Como ele estava cooperando, continuou solto. Olhou sapato comigo, conversou com a vendedora, jogou charme para todos dentro da loja, até que tentou correr de mim. Foi até a porta da loja e eu o peguei. Ele riu e gostou da brincadeira. Uma outra vendedora bem simpática resolveu ficar brincando com ele enquanto eu experimentava um sapato. Ele ficou muito feliz quando ela deixou ele pegar um sapato de salto bem alto, ficou rindo para ela e dançando na frente dela. Passou por ela bem devagar dançando. Ela achando tudo ótimo… até que o guri engatou uma carreira pra fora da loja. A menina saiu correndo atrás dele, eu correndo atrás dos dois só com um pé de sapato, e o Dudis bem compenetrado, parecendo um trombadinha, fugindo com um sapato na mão. Ela foi alcançá-lo três lojas depois. Ele veio dando gargalhada, todo mundo no corredor olhava para eles alguns espantados, outros rindo, e a menina, que era um pouco gordinha, apavorada e ofegante. Ela me entregou o pivete e eu amenizei: “Dudu, a gente combinou que tinha que ser os dois pés, um só não resolve.”
A Fefelita está muito mais solta e tranquila na piscina. Já mergulha e dá para notar que ela progrediu muito este verão. Como todo mundo nos dizia, melhor do que aula é ter o hábito de frequentar a piscina para eles se soltarem. O Dudis não está bem soltinho, ele já nasceu completamente soltinho pra piscina. O Lê deixa ele pular na água, direto para o colo dele é claro. Mas o minúsculo vai sem medo e sem dúvida, não tá nem aí se o pai já está no lugar ou não.
E o Dudis agora tem uma brincadeira que a gente não cansa de ver. Ele pega qualquer coisa que possa virar uma espada (desde uma espada de madeira que ele ganhou até um canudinho) corre pela casa, para em posição de ataque, faz uma careta bem assustadora e grita “biloló!!!!” Vai saber o que isso significa, mas eu acho que ele está salvando o mundo neste momento. Meu herói.
Vou publicar assim mesmo, sem revisão e sem fotos. As fotos estão suspensas momentaneamente porque o computador está lotado e não podemos baixar mais nada. E a revisão vai ser dispensada por total falta de tempo. Perdoem os erros de português, de concordância ou de sentido. Beijos e bom carnaval para todos.
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