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Dupla

Dupla

Fefê tá com 5a9m. Dudis com 2a9m. E dezoito mil histórias para contar.

E se a gente voltasse?

Sábado, 7h10. Fernanda vai até a minha cama me chamar: “Me ajuda a fazer meu tema?”

E eu fiquei pensando se ficava muito chato ligar pra alguém pra contar. Bom motivo pra voltar pro blog. Imagem

Um novo período de estreias

Preguiça mortal de escrever. Mas as coisas estão acontecendo, e eu com pena de não registrar.

O Dudu tá uma delícia. Falante, falante. Agora, quando a gente pergunta alguma coisa para ele do tipo “quem é o amor da mamãe?” ele não reponde mais o “eu!”. A resposta é um “Dudu”, bem baixinho. Ele também já escolheu chamar a Fefê de “Mana” por enquanto. Quando ele quer mamar ele diz bem firme “mamá leite”. Tá um sonho, meu príncipe.

A Fefelita tem mais uma novidade: no dia 28 de abril ela tomou sua mamadeira pela última vez. Como já se passaram quase três semanas sem ela nunca mais pedir, acho que podemos dar esta etapa por encerrada. E desta vez não foi apenas fácil, foi uma decisão e iniciativa só dela, a gente não teve que fazer nada. Nós já havíamos sugerido que ela parasse de mamar antes de completar cinco anos, mas não fizemos nada além disso para incentivá-la. Num sábado antes de dormir, ela tomou uma mamadeira, foi até a sala e cochichou no ouvido do Lê: “Pai, coloca todas as minhas mamadeiras fora porque eu não vou mais mamar.” E assim foi. A gente só avisou que iríamos esperar alguns dias antes de colocar as mamadeiras fora, para ela ter certeza que queria isso mesmo. E depois de duas semanas, mesmo sem ela ter pedido, demos uma boneca que ela queria como recompensa por ser tão decidida.

E no dia 08 de maio eu fui para Brasília, participar de um Congresso. Foram três noites longe deles, que ficaram muito bem em casa com o Lê. Todas as noites eles tiveram uma companhia extra para dormir, o que foi bom para distrair a Fefita. Funcionou bem, a mocinha chamava um pouquinho na hora de dormir mas se comportou super bem.  O Dudis deve ter sentido um pouquinho de falta, mas quase não demonstrou. E eu, que ouvi algumas vezes que seria bom para descansar um pouco, tenho a dizer que descanso melhor em casa, perto deles. Mas foi ótimo para ver que isso é possível, para ver que eu vou, volto, e nós quatro sobrevivemos.

O Dudico também tem uma novidade: agora ele não dorme mais em berço. A Fernanda passou para a mini-cama com dois anos e dois meses. O Eduardo teve que trocar com um ano e oito meses. Tudo porque o mocinho tentava pular do berço. Assim, antes que acontecesse um acidente, transformamos o berço em mini-cama, seis meses antes da mana. Aliás, pular do berço, subir no balcão, saltar do encosto do sofá, entrar na geladeira, tudo isso o pequeno já fez ou tentou. Energia não falta para o nosso moleque.

E por fim, estamos prejudicados de fotos no computador. Porque eu ganhei um Iphone, e as fotos acabam ficando por ali mesmo. Mas antes um post sem fotos do que post nenhum né? E para ficar no “quase” sem fotos, segue a última que o Lê salvou aqui.

Queridices

Eu jantando sozinha na cozinha, a Lilita entra e pergunta “tu não vem?” Eu respondo que vou assim que terminar de jantar. Ela continua “mãe, tu não precisa jantar aqui sozinha.” Sai correndo, depois volta: “Vem com o teu prato, eu te fiz uma surpresa.” Eu vou e encontro a mocinha deitada na sua cama, lendo um livro. Do lado da cama, a mesinha da sala. Fofa fofa fofa.

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Fofices

A menina:

Fefê brincando com uma bonequinha na sala, o Dudis em volta. Ela corre até a planta ao lado do sofá, faz a bonequinha se abraçar a um galho e grita: “Dudu, vem me pegar, porque eu não tenho condições de sair daqui!”

O menino:

O menino quer tomar a mamadeira deitado no sofá da sala. Ao ver a irmã passar com um copo de iogurte, levanta rápido, entrega o mamá e diz: “Não, mamá uim. Uti.” (= mamá ruim, iogurte.)

E o meu bebê está doente. Laringite. Mais uma vez, as diferenças dos dois, a Fernanda quase não adoece, e mesmo quando adoece, nem parece. Ela até já teve laringite, mas nada parecido com o Dudis. O pequeno está dormindo mal (e nós com ele) há quatro noites. Pra compensar, a outra coisa em que ele é bem diferente da irmã é a hora de tomar remédio. A gente só chega com o copinho perto dele e diz, “Dudu, remédio.” Ele abre a boca, toma tudo e fica esperando a gente dizer que acabou. Nada daquele comportamento de gato selvagem da menina. Mas da mesma forma que a Fefê, doente ou não, nenhum dos dois perde a alegria e a vontade de brincar, felizmente.

Aproveitando

Eles continuam fofos. E acho que já desisti de registrar muita coisa deliciosa que tem acontecido por aqui. Mais de uma vez tive que optar entre continuar aproveitando o momento e vir aqui contar o que está se passando. Felizmente, registrar só na memória tem ganhado “de lavada”.

Mas neste exato momento os dois estão dormindo, então decidi ver o que dá para escrever em cinco minutos.

O meu príncipe está falando mais e melhor. A “ueuê” agora é “vevê”. E tem frases, tipo “não, é meu!” e “a mamãe do Dudu”.

O Dudis saber fazer massagem. Um dia destes imitou a Sandra, a massagista, bem direitinho. Massageava minhas pernas, minha barriga, repetindo “Agi, mamãe!” e fingindo que pegava um creme na ponta do sofá.

O Dudis está fazendo aula de música e artes uma vez por semana. Exatamente com a mesma idade que a Fefelita, e com a mesma professora, o gurizinho começou as aulas na semana passada. A diferença foi  na adaptação. A Fefita não se soltou nas primeiras aulas. O pequeno não só se soltou como encarnou o papel de aluno exemplar. Ele praticamente não pisca durante a aula de música e faz TUDO o que a professora propõe. Guarda os instrumentos, busca as almofadas, participa de tudo e tenta cantar o tempo todo. Genio, é claro, parece um menino de seis anos. Já no momento da aula de artes ele deixa claro quais são os interesses dele, e não tem nada a ver com o que está acontecendo ali. O pincel serve de espada, a massinha é atirada na parede sem dó nem piedade, as tintas ficam melhor se forem passadas nas janelas. E ele se despede da professora com um enorme sorriso e um “Tau, ofi!” bem animado.

A Tia Zizi passou uns dias por aqui e foi ótimo. O Dudico arranjou mais um nome para a dinda: “Idi”.
A Fefelita é a filha mais querida do mundo.

A filha mais querida do mundo,num domingo destes, trouxe uma manta para me cobrir na sala, “mãe, pra tu ficar bem confortável”. E eu fiquei mesmo, apesar do calor de quase 40 graus.

A filha mais querida do mundo um dia desses ficou me esperando, com a orelha grudada na porta, dizendo para a Tatata “eu vou ficar aqui bem pertinho, quem sabe a mamãe chegue logo.”

A filha mais querida do mundo quer acordar o papai quando vê que a lua está bonita, “porque o papai gosta de ver a lua comigo, mãe.”

A filha mais querida do mundo chegou da aula hoje, se ajoelhou em frente ao maninho e disse: “Dudu, vem dar um abraço na mana. Vem dar oi pra maninha, Dudu.”

E os dois pequenos foram ao dentista hoje. A mãe sapo poderia encher uma folha descrevendo a consulta (afinal, durou quase 90 minutos!) maravilhosa dos dois, até porque tenho provas, filmei o Dudis na cadeira, fazendo exatamente como viu a mana fazer. Mas vou poupá-los. Digo apenas que foi ótimo. A Fefê é uma mini-adulto. E o Dudu faz tudo o que a Mana faz.

Para concluir ainda vou contar que passamos a Páscoa em São Paulo. O Dudis segue disputando o título de criança mais alegre e sorridente e exibida, agora na etapa nacional. Não poupou nem os passageiros mais distantes dos dois voos. Levantava a cabeça e saía disparando sorrisos e gritando “Oi!” pra todo mundo. No hotel, dava shows no café da manhã, cantando e dançando as músicas que já conhece. E fez uma breve aparição no hall às 7h da manhã com seu pijama de homem-aranha pra buscar o mamá. Abanando e sorrindo para todos, obviamente, e repetindo “u mamá!” A Fefelita se divertiu um monte, e se soltou brincando com as primas Julinha e Luíza. Na volta pra casa ela estava tão cansada que adormeceu antes do avião decolar e só acordou já com o avião parado em Porto Alegre. “Já chegamos?! Mas que viagem curtinha!”

Uma casa com crianças

Tem alguns dias que eu vejo que temos dois bebês em casa. a maioria das vezes, é um bebê e uma criança. Mas já tem acontecido de eu me sentir com duas crianças e sem nenhum bebê.

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Quando vamos sair, os dois correndo para fora, o Dudis rindo, chamando o elevador e brincando com a Fefê, ali tem um menino esperto, meio independente até.

Quando os dois vão tomar banho juntos, o menino brincando na banheira, sem precisar que ninguém o segure, escolhendo os brinquedos e falando o nome de tudo, ali não tem um bebê.

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Mas os principais sinais do crescimento do pequeno são duas novidades muito importantes. A primeira, é que já faz alguns dias, talvez uns 10, que o mocinho dorme a noite inteira. Não tem acordado para mamar, nem para conversar, nem para ir para a nossa cama. E tem ido dormir antes das 21h, alguns dias até antes das 20h. E só acorda perto das 6h da manhã, que para nós é um ótimo horário. Com isso parece que a Fefelita também dorme melhor, assim temos tido noites de sono excelentes nessa casa, com todos bem descansados e bem humorados. Dona Virginia, eu sei que essa notícia vai lhe deixar muito feliz. Eu acho que, enfim, as noites interrompidas estão acabando. É claro que eu ainda sei que teremos noites de vigília porque alguém adoeceu, ou dormiu demais durante o dia, ou teve um sonho ruim. Mas, o que antes era a regra, aos poucos vai se tornando exceção.

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A outra notícia que me faz ver o meu pequeno como um menino, não mais um bebezinho, é que o pediatra disse que ele já pode comer sozinho. Eu confesso que estranhei muito. Mas quando contamos na última consulta que a Fefelita não quer comer sozinha, e diz que está com os braços cansados de segurar o garfo, o Renato disse que nenhum dos dois precisa mais de ajuda para comer. “Serve os pratos deles e almocem todos juntos.” “Mas e se eles não quiserem comer? E se não comerem NADA?” “Cassandra, teus filhos têm reserva para um mês se alimentando mal.” E assim que a Nanda ver o Dudu comendo sozinho, ela vai fazer o mesmo.”

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É claro que o Dudu não precisa de incentivo para comer por conta própria. Já faz tempo que ele briga conosco para tomar conta da colher. Mas como a coisa fica meio bagunçada, metade da comida na boca, outra metade no colo, a gente não liberava completamente. Eu ainda disse, “mas Renato, se a gente não ajudar, os dois só querem comer com a mão!” Antes mesmo dele responder eu já me ouvi repetindo “sim, e qual é o problema???”

Enfim, já faz dois dias que os dois são donos dos próprios talheres. E eu vou cada vez mais sendo obrigada a reconhecer que os meus filhos são crianças, não são meus bebezinhos, dependendo dos meus cuidados pra tudo.

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Bem, mudando completamente de assunto, esta semana temos outra grande novidade. As aulas da mocinha começaram. Nível 03, professora nova, e a Fefê se adaptando. No primeiro e segundo dia, “mãe, eu estou muito nervosa!” Mas ontem ela me disse, “mãe, eu já não fico mais nervosa, eu já me acostumei com o nível 03.” E a nova professora, que também está começando agora na escola, se chama Fernanda de Souza. E a Fefita já aprovou: “A profe é tão legal, ela é que nem a Jana (profe do ano passado).”

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E a Fernanda segue a passos largos seu amadurecimento. Cheia de perguntas e opiniões, agora ela aprendeu a dizer “Isto é um segredo só meu!” ou ainda “O nível 03 é o pior nível do mundo.” E a de hoje: “Hoje é o pior dia da minha vida.” Apesar de parecer dramático, normalmente nem ela resiste a cena e termina caindo na risada. Mas ela já percebeu que afirmações enfáticas causam impacto. E vai testando.

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Na parte das opiniões, a menina já se sente confortável para nos dizer o que acha melhor a gente fazer. A campanha para o pai não tomar refrigerante é a mais constante. “Pai, porque tu não toma água? É mais saudável. Tu não devia tomar refrigerante, olha, eu e a mamãe não tomamos. O Dudis também não.” Mas ela gosta de palpitar em outras áreas também. A cor do meu sapato, do esmalte e até o tamanho do meu cabelo. E tem conselhos de avó nesse pacote: “mãe, se tu dormir com a janela aberta, tu vai ficar com frio e o teu nariz vai ficar entupido.”

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Por fim, a consulta ao pediatra. Levamos os dois essa semana, depois de dois meses e meio sem ir lá. E levamos só para pesar, medir, e saber das vacinas. Os dois estão maravilhosos. A Fernanda consulta sozinha, não precisa da gente para nada. Responde as perguntas e até pergunta se tem alguma curiosidade. O Renato dá a mesma atenção a ela que dá a qualquer pessoa, respeitando-a como faz com os adultos. Mas ela leva umas cócegas no final, e ganha beijos e um palito. O Dudis, desta vez, saiu de lá quase com uma medalha por bom comportamento. Acho que desta vez funcionou deixar para examiná-lo depois da Fefê. Ele não chorou nenhuma vez, ficou observando, bem compenetrado, sério, mas sem medo. Fez tudo o que o tio Renato pediu e, quando acabou, deu beijo, sorriu e quis conversar com o Renato, bem à vontade. A consulta terminou com a seguinte recomendação do Renato: “Cassandra, no caso improvável de eles passarem o inverno tão bem quanto passaram o verão, traz os dois aqui para pesar e medir em novembro.”

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Para concluir, só quero registrar que o meu tagarelinha já tem palavras de três sílabas. Sim, o minúsculo não ficou devendo para a irmã, que começou a falar surpreendentemente cedo. Ele se comunica super bem, já consegue dizer algumas palavras mais difíceis e já junta duas palavras, formando suas primeiras frases. “Mãe, apeta.” Ou “Epela, mãe.” São as que mais ouço. Mas ele diz anho, lélo, pito, mate e anda. Anda é Fernanda, uma coisa que ele fala o tempo todo e repetindo muitas vezes, pelo menos até ganhar atenção da mana. Ah, e ontem ele disse “Maninha”. Assim, sem faltar nenhuma letra.

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Bem, meus pequenos estão me esperando para sair. Vamos passear, que é sábado e tem sol. E à tarde vai ter piquenique no Jardim Botânico. Vou lá, que eu tenho todo um fim de semana de divertimento com as figurinhas. Bom fim de semana pra vocês também.